terça-feira, 26 de agosto de 2008

Videos - Milícia (23/08/2008)

Já estão no ar alguns vídeos do nosso show que rolou neste último sábado lá no Milícia. O Grande Marcelo Bento (vulgo Chicão) postou 6 vídeos com algumas das músicas que estão no novo setlist do Take Me.

Pra quem não sabe o Chicão está em quase todos os shows que rolam em Vitória, com a sua inseparável câmera digital, tirando fotos e fazendo videos legais das bandas que se apresentam. Quem quiser conhecer mais os vídeos do cara é só clicar aqui, e visitar o profile dele no YouTube. (http://www.youtube.com/user/Chicao). Valeu pela força Chicão!

Take Me - O Erro do Certo

http://www.youtube.com/watch?v=a1znbacQNkI

Take Me - Sua Evolução

http://www.youtube.com/watch?v=G3cPo1-R64Y

Take Me - Legado

http://www.youtube.com/watch?v=O3kBFlSQMfk

Take Me - Sua Presença

http://www.youtube.com/watch?v=U00XvIGzR4Y

Take Me - Unilateral / Trilhos e Vagões

http://www.youtube.com/watch?v=KAAmfaddNMc

Take Me - Entardecer

http://www.youtube.com/watch?v=IWrxwVrzzLI

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Somente Diversão


Olá Amigos, tudo legal?


No ar agora, mais uma fonte de divulgação do Take Me. Queria começar esse meu primeiro post, falando sobre o show de sábado passado no Milica, que foi bastante divertido.

Primeiro
show do Zorzal (oficialmente, pois o Zorzal já tocou em uns dois shows conosco, substituindo na época o Léo), set novo, expectativa para ver a reação das pessoas sobre o nosso novo disco. Olha, achei bacana viu? Bacana mesmo. Confesso que antes de sair o disco (que foi um parto) eu estava bem desanimado achando que não ia dar em nada, a banda passando por um processo de apatia, uma coisa bem estranha. Mas depois de dois anos, não podia deixar o desânimo bater e me acomodar. Foi que decidimos como iríamos lançar o disco. Pensamos em lançar em formato físico, mas como esse mercado hoje em dia está uma merda, e se tratando de uma banda como nós, ou seja, independente e que não tem muito tempo em nossas vidas dedicadas totalmente para a banda, seria meio "estranho" lançar dessa forma e decidimos lançar em formato digital mesmo, que para mim, foi a melhor opção e hoje em dia que bom que podemos nos dar esse "luxo" de lançar o disco pela internet, de graça e fazer com que todo mundo baixe, ouça, duvulgue. A idéia é essa.

Bom, queremos fazer mais shows, queremos voltar a tocar fora do ES e tambem em vários lugares do ES. Estamos disponíveis e com muita vontade de tocar e mostrar o nosso novo trabalho.

É isso. Vamos tentar deixar esse blog quase sempre atualizado, juntamente com o nosso fotolog.

Espero que gostem.

Kissas.

domingo, 24 de agosto de 2008

Release 2008


Take Me: Rock, soul, power!

Há quase 10 anos, em 1999 para ser mais exato, numa visita à Vitória presenciei o ensaio de uma banda que fazia um som não muito comum no Brasil. Enquanto grande parte do underground nacional se enveredava pelo hardcore norte-americano (principalmente o californiano), o que eu vi/ouvi naquele quarto de apartamento se encaixava mais no post-hardcore de Hot Water Music, Texas Is The Reason, Sunny Day Real Estate e Jawbox. Voltei à capital paulista pensando naqueles garotos (da minha idade) que tinham formado o grupo um ano antes e que emergiam do punk, mas com ecletismo e influências tão improváveis.

O Take Me era, formado por Jean Dias (voz/guitarra), Jorge Fernandes (baixo) e Marcelo Buteri (bateria) e sua combustão de ritmos continua impressionando. Nessa quase década que se passou, junto dela outros músicos se uniram ao trio inicial e se foram (assim, como o idioma inglês) deixando de algum modo sua contribuição. Mas em 2003, foram os três que gravaram o elogiado “Bem-Vindo, Inverno”, lançado pelo selo carioca Manifesto Discos, trazendo 12 composições.

Entre os anos de 2006 e 2007, o Take Me cruzou diferentes estúdios e, sem pressa, foi registrando o amadurecimento de sua sonoridade. A banda esteve no Dourados, com Marcello “Índio” Cardoso (Mukeka di Rato, Dead Fish, Noção de Nada), no Casa da Floresta, com Ricardo Mendes, nos Estúdios de Felipe Gama e Leonardo Ramos (guitarrista que fez parte do disco, mas que seguiu seu rumo; depois de testes recentemente foi substituído por Vitor Zorzal) e no Tambor, com Rafael Ramos (Pitty, Los Hermanos, Cachorro Grande, Capital Inicial) e Jorge Guerreiro (mundo livre s/a, Matanza, Gabriel O Pensador). Da união desta caminhada com as novas e velhas referências, nasceu “A Divisão do Espaço”, mixado e masterizado pelos dois últimos produtores citados, no renomado estúdio carioca Tambor.

Os tempos são outros, os membros do Take Me viveram a época da fita-demo, depois a popularização do CD, assim como o crescimento do cenário independente e as mudanças do mercado fonográfico, então optaram por colocar o álbum inteiro para download gratuito na internet, inclusive com a arte gráfica (capa, encarte com as letras, fundo e rótulo do CD) assinada por Luciano Ramos, Gabriel Gianordoli e Werllen Castro. O gesto mostra mais que o desapego material (físico), mas denota a postura de quem acredita no que faz (e o faz por amor) e está mais interessado em mostrar seu som que ser a próxima “banda da vez”.

Nas 12 faixas, eles deixam claro que aqueles nomes do post-hardcore, que circundavam os ensaios no apartamento dos Buteri, continuam por aqui e ganham força ao lado de outros mais recentes, como Sparta, Taking Back Sunday e The Draft. “Trilhos e Vagões” inaugura o disco e a nova fase, trazendo uma pegada forte, riffs melódicos e uma lúcida melancolia. A seqüência, “Sua Evolução”, também é assim, porém acrescida de um paredão de guitarras, e “A Última Geleira” adota esta linha.

Seguindo os ensinamentos de Foo Fighters e Pearl Jam, o Take Me nunca teve receio de cruzar a fronteira do rock e soar levemente pop, bastando que a canção pedisse que assim fosse – como na ganchuda “Loja de Corpos”, na épica “Entardecer” e na bonita “Longe de Mim”.

Se tivesse uma grande gravadora por trás, “Seu Nome Aqui: ____” seria o hit pronto para tocar nas rádios, como um pop punk energético do Fall Out Boy, só que sem apelo visual. Outra que faria sucesso no dial seria “ES.te Lugar”, onde recebem Rodrigo Lima, vocalista do Dead Fish, para um debate melódico existencial entre capixabas, usando a terra natal como metáfora. Não é fácil ter a tensão que o Deftones injeta nas canções, assim como a genialidade de um compositor como Page Hamilton (Helmet), mas o Take Me sabe dosar isso, vide: “Unilateral”, “Mais Outubro” e a apoteótica “O Erro do Certo”, que encerra o CD. “Próximo Round” espelha o conteúdo das letras, envolvendo reflexões pessoais e sentimentos sutis do dia-a-dia.

Os nomes de Jean Dias, Jorge Fernandes e Marcelo Buteri já estão marcados no cenário do rock capixaba, tendo conquistado através do Take Me e de outras bandas locais importantes que eles fizeram parte, como Kali Yuga, Dead Fish, Undertow, Crivo, [mono], Antemic e Os Pedrero. O novo membro, Vitor Zorzal, já acompanhou o Dead Fish em turnê e também faz parte do Auria e do Confeito da Mafalda.

Vale salientar, que o nome original do grupo era Take Me To The River, homônimo à canção de Al Green, mestre do soul. E ao ouvir “A Divisão do Espaço”, não seria ousadia traçar um paralelo e classificar a essência do Take Me, como rock soul power, afinal de contas são quatro caras tocando rock com – acima de tudo – alma!

Ricardo Tibiu
Julho/2008